terça-feira, 10 de maio de 2011

Boemia de um vampiro

O céu anoitece e resplandece seu corpo:
Vislumbres meticulosos em afagos infindáveis.
Parado a olhar a escuridão daquela noite,
Vejo-te a contemplar certas águas que lhe entorpecem.

Seres míticos e aquáticos emergem no horizonte obscuro,
e meus sorrisos tímidos entrelaçam o seu.
Acredito ser fruto de paixões já vividas;
Fica escrito na água, nos rastros do vento.

Não há nada que mude um minuto desse tempo!
Sinto meu corpo, de coração frio, se aquecer em beijos incandescentes.
Na escuridão da madrugada percebo a constelação de seu olhar
com maliciosos sorrisos, em transe me espera com o corpo já despido.

O tempo parece correr competindo com velozes maratonistas:
Em um momento a lua sorri, em outro já é engolida.
Exautorado de meu posto, por seus beijos, por inúmeros corvos...
E o canto da lua encanta meus contos – Na rua deserta me leva e guia.

O calar da noite se quebra com as ondas de um rio-mar,
e é em seu desejo que impera minha fome animalesca;
Antropofagia incontrolável – É  seu sangue que me sacia!
Entrastes neste jogo, onde o prazer é o seu prêmio e o ritual a boemia.  

Um comentário:

  1. Ao acordar a noite
    a lua
    no luxuoso aposento escarlate e cetim
    Levanta-se e procura...
    Lua branca inebriada pelo cheiro do ar morto.
    Ele já de pé busca pelo sangue dos vivos
    Uma música suave de fundo se desfaz com um toque de gritos de horror.
    A faces ficam brancas, as mãos ficam brancas
    Quem será ele?
    E o veludo da sofreguidão dá espaço aos
    pantanos na escuridão
    Mergulho na morte sem perdão
    A árvore logo ali abraça o morcego
    Seu fiel
    Imperador da escuridão abre tuas asas
    Os sussurros afagam minha mente
    A loucura deve ser tua companheira.
    A esta altura os espinhos já devoraram as flores
    A Lua, essa ainda está lá
    Agora
    Para que acordar nas noites solitárias, se a Lua outra vez o inventa.

    ps.: o comentãrio era outro! rsrs

    ResponderExcluir