Seus olhos. Esses são seus?
Quais? Não os vê? Feche-os, morda-os, arranque-os!
Vejam os cegos olhando pra você. Por que tu não os vês?
Cortinas abertas, o espetáculo já começou. Sorrisos rasgados, luzes, aplausos.
Veja! Interprete a facécia desse seu escuro. Sua sombra, ela é sua? Observe os movimentos oculares; Luzes ascendem. Brilhos, reflexos, criam-se os versos! Escritos seus sobre uma luz sombria. Cartas incandescentes! Por que tu não as vês?
Seus olhos trêmulos, preocupados. Cílios longos, escuros, colados...
O sol raiou! – Coisa essa que sua visão jamais contemplou. Detalhes percorrem as luzes. E tu, cego estás; Um mundo fechado, as mesmas palavras, os mesmos finais.
O novo te observa. Novos tons, novas cores. Muitos amores, encontrados em novos olhares.
Dê uma chance ao mundo vidente, que sorri e lhe mostra os dentes.
As cortinas estão se fechando – O sol já está indo e a noite chegando!
Mais um dia se passou e você não me disse se é um viajante, um cego, a própria coisa, ou um sonhador... Se não quer ver, essa é sua escolha, sua hipótese, seu querer.
No entanto, deixe a mim um dizer: Por que tu velho sábio e conhecedor, se abstém da vida, da glória, do medo, do horror?
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