Admiro cada palavra que escondo no meu não dizer;
tudo o que penso em ocultar, torna-se gritante no escrever silencioso.
Apesar de não falar, certo estou de que do calar não sou escravo!
Talvez tenhas razão ao mentires sobre minhas verdades.
Cada gota de tinta que pinta meus papéis, um dia pintaram sua etérea beleza...
Ao escrever, ando das igrejas aos bordéis à procura do desconhecido;
Encontro leveza, a neblina e os mistérios do além – Meus passos não deixam rastros.
Meu silêncio escreve enigmas velhos em novas páginas do livro da vida
Toda flor um dia murcha, ou se resseca em livros fechados.
O que dizer ao beijar quem se ama? Pra que falar se o outro já entendeu?
Amo o silêncio e me calo sozinho. Por que dizer aquilo já estava escrito?
Pro acalento do útero retorno! Não preciso falar, mas apenas escutar o que já foi proferido.
Em nossas vidas, também, algumas vezes tudo o que podemos fazer é observar e esperar.
ResponderExcluirAdorei o teu espaço, te convido a fazer uma visita ao meu.
Segue o link:
http://humornegrosemcensura.blogspot.com/
Abraços e tenha um ótimo final de semana!
Muito bom cara,esse é o som de uma voz num poema escrito onde existe um olhar incomum, sem realmente precisar dizer nada,nem recitar esse poema.
ResponderExcluirRealmente está escrito.