terça-feira, 12 de julho de 2011

Venenosa

Guardei os teus resquícios na aurora celeste,
pois teu corpo tu me deste em um coito encarcerado.
transpassaste dos arquétipos para um medo ancestral,
e vejo a peste trazida do leste que não se pode mais curar.

Em seu pólen venenoso respiro o cheiro desse gozo
para nunca mais ter prova de que sou tão trivial.
Na sombra da fumaça encaro os olhos da desgraça,
seja abundante ou escassa para ver o teu flertar.

Na loucura da chama negra, da luz obscura...
Encaro a neblina inflamada por sua obsessão algemada,
caminho na lua crescente, passo portais em tempestades sorridentes;
Faz-me ser um lobo errante que feri a noite com uivos mortais.


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