domingo, 4 de setembro de 2011

Um dia qualquer


Um dia eu fui – Sim, eu fui!
Para nunca mais voltar,
E nunca mais pensar em partir.
Mas com olhos fechados vi
A certeza de que meu fardo 
É o que me faz sorrir.

Num sussurro de um dia quente
Em um mês impróprio
Subo e desço, corro, respiro...
Atiro no vento e acerto o opróbrio
Que no peito se cria raiz
Regado por lágrimas tais
Que meu olho cansado não quis.

Sem canção de vitória,
Com ferida na carne
Isto é trágico ou mágico,
Ou será só atriz?
No meu céu vejo vultos
Que tu não podes ver...
Pois apenas sabes o “isso”
Que o mais não vou dizer. 

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