Há mil respostas quando pergunta quem sou;
Aquilo que é já foi - opção nenhuma convém.
Enfático narcótico de amnésia futurística
a vagar na maré alcoólica de córregos anônimos,
com face caleidoscópica no véu da ciência oculta,
entre os pingos de chuva na lâmpada acesa.
Não tenho casa que me enjaule no frio da madrugada,
apenas estradas libertinas de construções canônicas.
Meu sentinela dorme um sono límbico de lobisomem,
quase um assassino: Um terrorista maometano.
A meu redor só vejo reféns, ingênuos puritanos,
Ativistas gays de belas igrejas, em estilo gregoriano.
Estar sóbrio é uma maldição melancólica,
que subverte o além por coisas distônicas...
Entre o sequestro carnavalesco ou na 8ª sinfonia,
tomo um gole de vodca pura: princípio da alegria.
Tenho riso sádico de complacente humor
sobre a vida moderna das castas na Índia.
Sou peregrino de sonhos e guilhotina de mentes,
parasita faminto, infecção cancerígena.
Meu beijo tem gosto de velório e o sexo: enterro.
Joguei no rio minha ultima pedra, meu ultimo riso,
minha última lágrima cósmica do cinturão de Órion.
Estou suspenso por ser o que sou - não temo!
A estrela caída me guarda das trincheiras da vida.