terça-feira, 26 de julho de 2011

Au revoir!


A navalha que corta a mão
é a mesma que corta a alma;
Do modo que atenta o cão,
a mão ressequida e fraca,
repele do alto ao chão
aforismos em gotas de mágoa.

Cai um anjo litúrgico do céu,
cai à chuva que emana desgraça...
Um sorriso cruel me ampara
do fascínio do Homero moderno,
dos patifes que nunca se calam.

Importam-se tanto comigo,
e esquecem que eles são nada.
Trapaceiros! Mendigos banqueiros,
que na rua parecem ser tolos, porém,
são impávidos monarcas.

Engravatados sentinelas - padrão de bosta!
Emaranhado de mazelas em suplícios calados;
É secreto, é macabro, é a mentira mascarada.
Corja parasitária de idéias, com suas vanglórias forjadas...
Esse espírito que anda nas leis, é o mesmo que
come em sua casa - Tácito martírio de um egocêntrico babaca.

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