Na incógnita avenida do eldorado moderno,
fotografei a inflação estóica da teia virtual
a desabrochar em cabeças líricas ocidentais,
com seu comércio pirata em solo amazônico,
e discursos visionários para um povo faminto.
Era como o doce que cai da mão da criança
sobre um formigueiro de idiossincráticos nomes
que vagavam na boemia noturna com peristálticas
freqüências sintonizadas no ato de auto-transcender.
Vi Marias, Pedros, Josés, Antônios...
Estáticos, com olhos petrificados em frente à TV.
Mimetismo subliminar decompondo seus globos
oculares, eviscerados pela incapacidade de rebelar-se.
Em quanto isso, suas crianças ingênuas entravam
em rústicos cômodos de casas que não existiam,
eram apenas combinações binárias materializadas
na eletrostática da semântica de uma nova língua.
Nas escolas haviam jovens de luto pela luta diária
contra suas antigas carcaças infantis, que breve
seriam enterradas no fundo de um oceano obscuro.
E ao fim do dia entravam em janelas que piscavam
em seus monitores, à busca de fugir da solidão noturna,
e compactuavam com as orgias cibernéticas em um
mundo de faz de conta.
Não havia calçadas nas ruas de pedra queimada,
onde os carros se consubstanciavam em locomotivas
desgovernadas no coração da cidade em dias chuvosos.
Então, sentei no banco da praça e esperei o vento escasso
secar-me na beira do rio, ouvindo canções de rua e sirenes
policiais, que procuravam o escândalo daqueles que usavam
haxixe em quanto o sol sumia no horizonte metálico.
Estava dormindo! Mas acordei do sonho anestesiado,
e tudo acontecera sem que ao menos um grão houvesse mudado.
fotografei a inflação estóica da teia virtual
a desabrochar em cabeças líricas ocidentais,
com seu comércio pirata em solo amazônico,
e discursos visionários para um povo faminto.
Era como o doce que cai da mão da criança
sobre um formigueiro de idiossincráticos nomes
que vagavam na boemia noturna com peristálticas
freqüências sintonizadas no ato de auto-transcender.
Vi Marias, Pedros, Josés, Antônios...
Estáticos, com olhos petrificados em frente à TV.
Mimetismo subliminar decompondo seus globos
oculares, eviscerados pela incapacidade de rebelar-se.
Em quanto isso, suas crianças ingênuas entravam
em rústicos cômodos de casas que não existiam,
eram apenas combinações binárias materializadas
na eletrostática da semântica de uma nova língua.
Nas escolas haviam jovens de luto pela luta diária
contra suas antigas carcaças infantis, que breve
seriam enterradas no fundo de um oceano obscuro.
E ao fim do dia entravam em janelas que piscavam
em seus monitores, à busca de fugir da solidão noturna,
e compactuavam com as orgias cibernéticas em um
mundo de faz de conta.
Não havia calçadas nas ruas de pedra queimada,
onde os carros se consubstanciavam em locomotivas
desgovernadas no coração da cidade em dias chuvosos.
Então, sentei no banco da praça e esperei o vento escasso
secar-me na beira do rio, ouvindo canções de rua e sirenes
policiais, que procuravam o escândalo daqueles que usavam
haxixe em quanto o sol sumia no horizonte metálico.
Estava dormindo! Mas acordei do sonho anestesiado,
e tudo acontecera sem que ao menos um grão houvesse mudado.
Nenhum comentário:
Postar um comentário