terça-feira, 8 de novembro de 2011

A sombra da face rubra



Em cada palavra proferida,
há uma freqüência profética.
Para toda doença endêmica,
a gnose da suástica nórdica
é o sustento da cruz e espada
entre a multidão histérica.

Nasce um deus no sol poente:
Cataclismo econômico de estado.
A loucura austera da fome 
peregrina na mazela de Sade.
A nação é purificada pelo gás carbônico,
das câmaras feitas pelo homo criminalis,
que em suplícios platônicos,
arrancaram as vidas de esdrúxulas madres. 

A vingança estratificada 
de um Grendel frustrado,
sublima na guerra imperial
a moléstia infantil – Um ser violentado. 
Superiores de linhagem pura,
das vielas periféricas de Atlântida...
Vanglórias de deuses subterrâneos:
Gangrena de engano; varíola incurável. 

Crianças, mulheres – Cadáveres! 
Pilhas e pilhas em fossos abertos,
com cabelos raspados e olheiras profundas.
Filas intermináveis de bodes expiatórios,
com mãos calejadas por enterrar seus semelhantes:
Sangue do próprio sangue, em covas sem datas marcadas. 

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