segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

:::: CRIME E ARTE ::::

A arte da mente assassina
é calculada milimetricamente. 
Ver a faca penetrar as entranhas

é o sublime encenar da maldade.

Abnegar a súplica da vítima
traz o prazer mais contundente.
Observar a dor em seu nível utópico
é o objetivo dessa práxis.

Quem será capaz de admirar o crime?
Até mesmo aquele encomendado
pulsa no sangue os antígenos da arte;
Serás tu essa vítima e eu a navalha?

Esses olhos tramam a morte...
Cada metro, cada passo, cada lágrima.
Até o corte da carne inocente
não foge ao inquérito inquisidor da alma.

Antes minhas mãos eram infantis,
medrosas e sempre encolhidas.
Hoje as vejo inquietas por súplicas;
Quero ouvir ranger de dentes
com as fendas do fio da faca afiada. 

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