quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

‎:::: POÉTICA DA IMAGEM ::::



Ultimamente tenho ouvido,
tão horripilantemente, 
certo som esquisito e
paranóico
ou mesmo
paraplégico,
do rasgar
agonizante
de um convite de casamento,
nas mãos de crianças perplexas
com as tramas da vida.

Quase engolido pela inércia,
afundado, eu, na poltrona
gaguejei nos diálogos
existentes que, somente eu tinha
em estado de catatonia como um demente
em frente às telas de Caravaggio e Rembrandt.

Pensei dentro dos meus pensamentos,
reflexos sobre a superfície das equações
direcionadas ao espelho da mente,
que acabam levando, tão somente,
a fazer conclusões em torno do nada.
Ah! Esse silêncio mais parece um suplício
perverso, aversivo a física do verso...
Queria eu, ser capaz de ouvir o inverso
de toda gramática nas placas de trânsito.

Minha língua é culpada, merece prisão.
Corte-a! Use e descarte...
Língua figurante no jogo da fala,
Liberto-me de sua estrutura precária;
Torno o serial killer da semântica existente. 

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