sexta-feira, 2 de março de 2012

:::: EPIGÊNESE DE CRONOS ::::

Sempre adianto
dez minutos nos relógios,
fissurado pelo próximo
minuto - no qual penso -
já estar atrasado.

Às vezes esse minuto tornas-se
o buraco negro do tempo.
Mil vezes mais inebriante,
divido em duas partes:
- O ser e a criação!

Tenho um relógio de pulso
com o ponteiro quebrado;
Bússola que aponta na direção
do nada em tudo inanimado.
Penso que minha vida não é
independente dela.

Cada célula morta na face
sepulta-se na força da gravidade
do impacto da palavra morte.
Nesse momento cria-se a angústia;
Pensamento se transforma em arte.

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