A senescência precoce
enruga minhas letras,
amassa as páginas dos
diárias onde escrevo
com suspiros diabéticos,
e mantém meu ser escravo
dessa prática libertadora.
Envelheço dez anos num dia,
mas cada palavra só rejuvenesce.
Minhas lágrimas tornaram-se pedra
por não seguirem seu curso natural;
Construí castelos de estalactites.
Minha pele marcada pelo tempo
recobre a osteoporose fetal...
Sinto a dor crônica parassimpática,
a amaciar os filamentos das terminações
nervosas em cada ataque de riso
sintetizado na solidão dialética.
Essa arquitetura assimétrica
das veias e artérias do corpo
diminui tal pressão sanguínea;
Desfaleço trigonometricamente
no aconchego do insulto catártico.
Homo herético – Ódio e ilusão!
As mitocôndrias celulares
esperam minha dose diária de paz,
compactada no prazer da nicotina.
Sentir a picada dos insetos me compraz.
Apenas desejo ver aspecto do silêncio
que se propaga no processo mutante
da vida e da morte – Exegese futurística
sobre a biografia pré-histórica da evolução.
enruga minhas letras,
amassa as páginas dos
diárias onde escrevo
com suspiros diabéticos,
e mantém meu ser escravo
dessa prática libertadora.
Envelheço dez anos num dia,
mas cada palavra só rejuvenesce.
Minhas lágrimas tornaram-se pedra
por não seguirem seu curso natural;
Construí castelos de estalactites.
Minha pele marcada pelo tempo
recobre a osteoporose fetal...
Sinto a dor crônica parassimpática,
a amaciar os filamentos das terminações
nervosas em cada ataque de riso
sintetizado na solidão dialética.
Essa arquitetura assimétrica
das veias e artérias do corpo
diminui tal pressão sanguínea;
Desfaleço trigonometricamente
no aconchego do insulto catártico.
Homo herético – Ódio e ilusão!
As mitocôndrias celulares
esperam minha dose diária de paz,
compactada no prazer da nicotina.
Sentir a picada dos insetos me compraz.
Apenas desejo ver aspecto do silêncio
que se propaga no processo mutante
da vida e da morte – Exegese futurística
sobre a biografia pré-histórica da evolução.
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