segunda-feira, 12 de março de 2012

:::: RETRATO ANÔNIMO ::::

Percebo os vestígios 
da arte humana
tão artificialmente
empregada na vida.

Vejam só a solidão!
Em cada parada de ônibus,
ali estão os mudos,
aglomerados à espera
de outro dia apático.

Nenhuma palavra proferida,
ou mesmo expressão de ânimo.
Seres frios com rostos anônimos;
- Não há tempo para dar mão amiga.

Todos juntos e segregados
compartilham a mesma ferida.
Chaga exposta exaustivamente...
Nas identidades urbanas
o ócio estigmatiza a alma;
- Face secreta da alienação. 

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