sábado, 17 de março de 2012

:::: HEMORRAGIA DA SOMBRA ::::


O fôlego axiomático
que entope os brônquios,
ataca-me como a estaca
de prata cravada no
peito do vampiro.

Grito rascunhos de silêncio
ao sentir a alma cortada.
Pareço estar imerso no
oceano mais profundo.

A filosofia do sofrimento
aumenta a dor dualística
conscientemente sentida;
Orquestra de ondas sinápticas
sintonizadas com a morte.

Lacro as pálpebras e digo:
- Haja trevas sobre a terra!
Semelhante a deus me torno,
no entorno das línguas antigas.
Sou minha própria religião.

Aqui dentro mora milhares
de cópias de mim mesmo.
Legião ligada às coisas secretas;
A sanguessuga me consome...
- Alimenta-se de escuridão.

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