sexta-feira, 2 de março de 2012

:::: MICROFÍSICA POÉTICA ::::

Já parou para pensar
como seria o brilho
no olhos do tiranossauro rex?
Admirar a cor da íris,
os ângulos das cavidades oculares...
Um torpor artístico calcificado
na iatrogenia da extinção. 

Quiescente a isso que confesso
está o regresso do instinto
a um processamento selvagem.
Sociologia da imagem estética
é o que resulta deste insulto
à filosofia da composição.

Meu protesto desencadeia risos
naqueles que jamais compreenderão.

Fascínio retrógrada - Assim, dizem.
Mas, toda busca não é ilusão?
A verdade na arte nada mais é
que uma bela mentira, porém,
bem detalhada e complexa;
Tramas traduzidas em interpretação. 

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