domingo, 15 de janeiro de 2012

:::: RISO HOMÉRICO ::::

Que minha poesia seja putrefata 
em meio aos fatos e lendas. 
Ricocheteie nos multiversos

com o arroto da malevolência.
Seja imunda num mundo vazio!

No deserto será a flâmula
daqueles que cospem no espelho.
A chave que arromba as portas
na falta de um chaveiro.

Que seja lida pelo órfãos
enquanto defecam no banheiro.
Essa poesia chata e enfadonha,
é uma gonorréia indomável.
- Jamais pensei ser chapeleiro.

Quanto mais escrevo no escuro,
Mais escuto espíritos zombeteiros.
Tudo se torna cômico e agreste,
já não distingo verbo do sujeito. 

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