Amar é uma necessidade humana, na qual, fantasiamos um estado de ligação completa com outro ser; uma simples ilusão daquilo que percebemos como belo, aceitável, virtuoso. Em outras palavras - como já afirmava o grande filósofo alemão Arthur Schopenhauer - "O amar é um mero golpe baixo da natureza para garantir a perpetuação da espécie." Porém, mesmo sendo essa descrição, até mesmo fria, por assim dizer, o amar torna-se - em muitos casos - algo necessário para a propiciação do bem estar subjetivo pois, este sentimento-ação, tem sua função biológica muito bem definida na espécie humana. Com isso, ame se for capaz, pois é saudável segundo os neurofisiologistas. Mas não se perca nessa ilusão sem saber, efetivamente, como funciona tal sentimento e seus meandros. Prefiro a agonia que o amar. No entanto, percebo que ambos são, na íntegra, duas faces da mesma moeda. Todavia, a agonia me faz buscar a filosofia, a introspecção. Já o amar - com todas suas vicissitudes - mantém-me ligado às paixões corriqueiras, à música, à dramaturgia, ao fantástico, ao impressionismo e, sem dúvida, à loucura. Antes de amar lhe recomendo visitar algum sanatório previamente; lá encontrará a bula que precisa, com as indicações exatas para tomar tal remédio nas medidas indicadas às suas necessidades.
Charles Von Dorff.
Charles Von Dorff.
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