segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Agonia

A gênese tóxica das idéias 
parasitárias embutidas na epiglote
daquele cidadão revolucionário,
estourava tímpanos alheios a seu
bel prazer – Murmúrio coagulado.

Sonhava com um mundo mudado,
parecido com o ângulo torto do porta-retrato.
Miríade de sonhos criptografados
por um espírito soterrado na areia movediça,
com a certeza de ser livre no mundo fechado:
- Tardígrado em introspecção contínua.

Berrava nos púlpitos públicos e teatros,
o exílio mental do Oblivion midiático,
a luz das pontuações de William Blake
entre as palavras mudas do livro fechado.
Sempre com sangue nos olhos de espelho,
com a maquiagem borrada na fronte.

Aspereza à flor da pele construía seu
enigma macabro e pantanoso no corpo inóspito.
Por vezes, sentiu-se aliviado com os sons
Imperceptíveis do quarto em silêncio.
O choro ignóbil, efêmero, anuncia o que é trágico:
Suicídio! - Um pentagrama desenhado.

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