Não sou um poeta morto...
Sou o poeta enterrado vivo,
agonizando; claustrofóbico.
Cortei minha própria língua
no último bonde que peguei.
No meu sepulcro comi minha
carne junto com os vermes...
- Insaciáveis e imundos como eu.
Lentamente perdi minhas funções
motoras, enquanto sufocava no
gás que eu mesmo produzia.
Não senti dor ao ver as unhas caírem,
as mãos murcharem com absinto;
Não pude gritar - Sofri lentamente...
Debaixo da terra estive apenas comigo.
- Quem diria que os vermes que desprezava,
seriam meus predadores mais vorazes?
O nada cortou minha cabeça sem aviso prévio.
Agora sou uma sombra que vaga, que traz medo.
Já não sou mais poeta, nem ao menos escriba.
Está vendo aquele livro perdido?
- Esse foi o meu eu.
Sou o poeta enterrado vivo,
agonizando; claustrofóbico.
Cortei minha própria língua
no último bonde que peguei.
No meu sepulcro comi minha
carne junto com os vermes...
- Insaciáveis e imundos como eu.
Lentamente perdi minhas funções
motoras, enquanto sufocava no
gás que eu mesmo produzia.
Não senti dor ao ver as unhas caírem,
as mãos murcharem com absinto;
Não pude gritar - Sofri lentamente...
Debaixo da terra estive apenas comigo.
- Quem diria que os vermes que desprezava,
seriam meus predadores mais vorazes?
O nada cortou minha cabeça sem aviso prévio.
Agora sou uma sombra que vaga, que traz medo.
Já não sou mais poeta, nem ao menos escriba.
Está vendo aquele livro perdido?
- Esse foi o meu eu.
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