quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Para um jovem fumante

Necessito de fumaça,
sem forma alguma instituída. 
Isso! Apenas fumaça. 
Espírito que anda
na atmosfera hominídea.
Densa, macabra – excrescência.

Obrigado! Não quero gosto.
Apenas fumaça e seu cheiro
arqueada no crânio vazio.
Nuvem grotesca e instável;
Pressinto o câncer tardio.

Enche-me com o teu nada
solúvel onde é proibido.
Ofereço meu órgão doente e
imprestável... Lixo escondido.
Fumaça que vingas o fogo,
das tuas entranhas, dê-me um filho.

Nas noites envolva meu corpo,
quando estiver sóbrio ou caído.
Tua voz é aquela tosse seca;
Quase morro se não te degusto.
A traqueia, purulenta, disseca
- Tua ausência provoca o arrepio! 

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