terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Anedotas

Não vi os poros pálidos
da pedra de Drummond.
Tão pouco, o escarro
na boca de Augusto.

Na escada, vi o vômito de Rimbaud
próximo à fotografia esquecida,
tirada em dezembro passado.
Folheei páginas soltas no diário
de Carroll - Tolice!

Visitei Neruda nas praias do Mediterrâneo
à procura de Baudelaire. Foi inútil.
Coisa fútil de cidadão Tomé.

Esses dias sonhei com Clarice
a vagar num penhasco à beira da morte...
Então, senti o vazio tolo de Leminski - Sorte.
Por favor, conhaque! Mais uma dose.

Nenhum comentário:

Postar um comentário