Minhas retinas ressecadas
pela luz na janela da cena
imprópria em luxúria, de um
velho lixeiro a fumar charuto
apaziguado em sua amargura,
trincaram-se inteiras.
Meus umbrais catequizados
pelo bater de asas do pássaro cinza,
envelhece a cada manhã - Lamento!
Neurotoxina instantânea liberta;
Víbora rasteja na mente. Limítrofe.
Sensação pura - Êxtase!
Como não ouvir a sinfonia?
Escuridão em cada nota menor,
a vibrar nas cordas metálicas
sobre o mais esplêndido ébano.
Loucura de Mozart nos intervalos;
Jovens odaliscas enlouquecendo.
Entendo a inércia como inferioridade
da forma branda no tédio do tempo.
E assim me encontro: sempre nos cantos...
Hipotenusa cáustica na eclipse de cada passo.
Pegadas soltas na flor de lótus;
Meus passos - Meu espaço!
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